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Prisioneiro dos Corsários

O vento soprava em boa direção e o barco navegava sereno. No Mediterrâneo calmo, o sol brilhava, e tudo dia bem a bordo.
Mas, eis que no horizonte surgiram 3 navios piratas turcos, que por ali andavam tocaiando os barcos que regressavam da feira de Beaucaire.
Mais fortemente equipados, os corsários alcançaram o navio francês, aprisionaram-no e fizeram-no mudar de rota. Durante a abordagem os marinheiros defenderam-se corajosamente, e Vicente lutou ao lado deles. Três marinheiros foram mortos, e todos os demais saíram feridos da luta. Vicente não escapou, recebeu uma flechada nas costas, e um ferimento de sabre na perna. O combate era muito desigual. Os turcos fizeram prisioneiros todos os tripulantes, além dos dois passageiros, para mais tarde vendê-los como escravos.
Após oito dias de viagem, chegaram à baía de Tunis. Vicente havia sido despojado de tudo, e naturalmente de todo seu dinheiro. Os piratas lhe deram uma roupa de pano grosseiro; um barrete de forçado e o obrigaram a caminhar cinco ou seis vezes por toda a cidade, junto com seus companheiros de infortúnio, para chamar a atenção dos compradores e, finalmente puseram-no à venda no mercado de escravos.