MUDANÇA DE ESTRUTURAS

O poço de Ryan: como uma criança de 6 anos conseguiu construir poços de água na África

Imagine a seguinte situação: uma criança de seis anos descobre em sala de aula que há milhares de crianças africanas que não tem água potável disponível e que caminham vários quilômetros para conseguir poucos litros, muitas vezes contaminado, que pode até matá-las. E a decisão após essa descoberta é: vou construir poços na África.

Foi isso que aconteceu com o canadense Ryan, aos seis anos após a aula que mudou a sua vida. Por algumas semanas ele fez pequenos trabalhos domésticos em casa para ganhar 70 dólares, valor que acreditava ser suficiente para a construção de um poço em território africano e levou a doação para a organização WaterCan. Lá descobriu que na verdade precisaria de 2.000 dólares caso quisesse pagar pela construção de um poço.

Sua mãe o orientoRyans Well - o poço de Ryanu sobre a dificuldade em conseguir o dinheiro e que não poderia dar a ele este montante, mas nem isso parou a determinação do pequeno Ryan, que mobilizou toda a sua comunidade em torno da iniciativa e após alguns meses conseguiu arrecadar o valor necessário para a abertura do poço em Uganda na África. A única exigência do pequeno: que o poço fosse perto de uma escola.

Em 1999 Ryan foi com seus pais a Uganda para a inauguração do poço. Ao chegar na aldeia, uma fila de crianças e moradores o esperava para aplaudi-lo e chamar seu nome. Assustado, Ryan perguntou como sabiam quem ele era. A resposta: todos num raio de 100km conhecem seu nome Ryan. Você é o garoto que trouxe água para eles.


Ao ver o impacto da iniciativa para as crianças, a escola de Ryan no Canadá iniciou uma troca de correspondências com as crianças da escola beneficiada em Uganda. Dai surgiu a grande amizade entre Ryan e o pequeno ugandense Jimmy.

No mesmo ano, foi criada a fundação Ryan’s Well – Poço de Ryan – e hoje, aos 20 anos, ele continua o trabalho que já beneficiou mais de 700.000 pessoas pelo mundo, com a construção de poços, sanitários e outros auxílios ligados ao saneamento.

Mas se isso já não fosse o bastante, em 2003 seu amigo Jimmy foi capturado por um grupo rebelde que transformava crianças em soldados, com muita sorte conseguiu escapar e pedir ajuda a um dos coordenadores da fundação. Jimmy então passou a viver no Canadá com Ryan e sua família e hoje, formado na Universidade de Nova Scotia (Canadá) acompanha as ações da fundação, principalmente contando a sua história para crianças de escolas canadenses.

Quando crianças perguntam a Ryan como podem ajudar ao mundo possuindo apenas o mínimo ele responde:
- Dá apenas um pedacinho. Pensa no que tem, no que quer e naquilo que precisa realmente…e terá a resposta.

Créditos: http://www.piluladobem.com.br/

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