![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
|
Biografia
Quando tinha dois anos (1815) mudou-se com a família de volta para Lyon, onde inicia a sua educação. Aí foi fortemente influenciado por um dos seus professores, o abade Noirot, o qual despertou nele um conservantismo católico que o acompanharia por toda a vida. Logo em 1831 publicou um panfleto contra as ideias simonistas defendidas por Claude Henri de Rouvroy, conde de Saint-Simon, o qual atraiu a atenção de Alphonse de Lamartine. No ano seguinte partiu para Paris para estudar Direito, tendo aí gozado do apoio da família de André-Marie Ampère, e, através dela, travado conhecimento com François-René de Chateaubriand, Jean-Baptiste Henri Lacordaire, Charles Forbes René de Montalembert e outros intelectuais ligados ao neo-catolicismo francês. Enquanto ainda estudante colaborou em vários jornais, particularmente no Tribune Catholique, que a partir de 1 de Novembro de 1833 se passou a designar L'Univers. Em conjunto com outros seis jovens, fundou em Maio de 1833 a Conferência da Caridade, a qual a partir de 1835 passaria a ser oficialmente designada por Sociedade de São Vicente de Paulo, uma das maiores organizações católicas da actualidade. Recebeu o grau de doutor em Direito no ano de 1836 e em 1838 o de doutor em letras com uma dissertação sobre Dante, a qual seria o embrião de uma das suas melhores obras. Um ano depois foi nomeado professor de Direito Comercial em Lyon e em 1840 foi nomeado professor auxiliar de literatura estrangeira na Universidade de Sorbonne, fixando-se em Paris e iniciando aí uma intensa carreira académica e jornalística. Casou em Junho de 1841, com Amélie Soulacroix, de Lyon, tendo visitado a Itália na sua lua-de-mel. Deste casamento nascerá uma filha em 1845. Após a morte de Charles-Claude Fauriel, ocorrida em 1844, foi nomeado catedrático de literatura estrangeira da Sorbonne. Apesar de muito ocupado, face às exigências académicas do lugar que ocupava, manteve as suas visitas regulares como confrade da Sociedade de São Vicente de Paulo. Durante a Revolução de 1848, à qual se opôs, voltou durante um curto período ao jornalismo, sendo um dos fundadores do jornel Ere Nouvelle e de outros periódicos. Fez diversas viagens, estando em Inglaterra durante a Exposição Universal de 1851. Caindo doente, demitiu-se das suas funções universitárias e partiu para Itália em busca de alívio. Faleceu em Marselha durante a viagem de regresso, aparentemente de um problema renal. Parte importante da sua obra foi publicada postumamente. Foi feito beato da Igreja Católica Romana pelo papa João Paulo II, em cerimónia solene realizada em Paris a 22 de Agosto de 1997. Obra publicada
Envolvido nos principais movimentos sociais da sua época, era um defensor consciencioso da democracia católica e do socialismo, pugnado para que a Igreja Católica Romana se adaptasse às condições sociais e políticas que tinham emergido da Revolução Francesa. Nos seus escritos expõe as importantes contribuições históricas do cristianismo na formação da sociedade europeia, defendendo a posição de que a Igreja Católica, continuando a tradição romana, fora o mais importante factor na absorção dos povos bárbaros que invadiram a Europa nas grandes migrações dos povos bárbaros que marcaram o fim do Império Romano e na subsequente manutenção da organização social e da cultura greco-latina durante a Idade Média. Confessava que o seu objectivo era provar a tese contrária à de John Gibbons. Apesar de ser certo que qualquer historiador que aborde o seu trabalho com a ideia pré-concebida de provar uma tese em geral se engana, Ozanam teve um sucesso relativo no combate à ideia de que a Igreja Católica ao longo dos tempos tinha feito muito mais para escravizar o espírito dos povos do que para o elevar. O seu conhecimento de literatura medieval, em especial francesa e italiana, e a forma como encarava a organização social e a vida quotidiana na Idade Média dão à sua obra uma qualidade excepcional, fazendo que ainda mantenha actualidade mais de 150 anos após a sua publicação. A sua obra completa foi publicada em 11 volumes (Paris, 1862-1865). Nela se inclui:
Cronologia
|