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Vicente de Paulo nasceu em 24 de abril de 1581, no seio de uma família de camponeses, na cidade de Pouy, região de Landes. (Observa-se no mapa da França, que a região de Landes fica ao sul e não muito longe da Espanha). Vicente foi batizado alguns dias depois do nascimento, pois seus pais eram excelentes cristãos, e não desejavam retardar o momento de fazer da criança um verdadeiro filho de Deus através do batismo. Landes, naquela época, não possuia ainda a bela floresta de pinheiros que atualmente faz a sua riqueza. O solo arenoso era pobre. Não dava mais do que centeio e milho. Precisava muita coragem para tirar de que viver, mas o trabalho, mesmo duro, jamais atemorizou o camponês da França. É com esforço que João de Paulo, o pai de Vicente, se entrega à sua tarefa para sustentar a numerosa família. Cedo Vicente, como seus cinco irmãos e irmãs, foi aproveitado nos trabalhos da fazenda. Muitas vezes ia às pastagens, tomar conta dos rebanhos. Como aquela região de solo plano na época das chuvas se transformasse facilmente em pântanos, eram em cima de pernas de pau que o pequeno Vicente vigiava os animais, à moda do lugar. Bom meio de nunca molhar os pés, mas à custa de muito equilíbrio ! Em casa as instalações eram muito rústicas. Naquele tempo o estábulo dos animais, o mais das vezes, era separado da habitação apenas por um tabique baixo de madeira, cujos painéis podiam ser removidos. Nisso havia dupla vantagem : No inverno servia de aquecedor central; depois não havia necessidade de sair para dar de comer aos animais; as vacas passavam a cabeça pela abertura e recebiam sua ração de palha cortada e milho. No mais, inverno ou verão, a vida era bastante regular. Cada um tinha sua parte de trabalho e a ele se aplicava de bom humor, sob as vistas de Deus. Tem-se mais emoção na obra quando se trabalha pensando n'Ele. À noite, no verão, lia-se a vida dos santos, fazia-se a oração em comum, lembravam-se os falecidos da família e, antes de deitar, os meninos pediam a bênção a seus pais. Sem serem muito ricos, os pais de Vicente não estavam na miséria, e de tempos a tempos eles lhe forneciam algum trocado para a coleta do domingo, ou para esmola aos pobres. Vicente tinha muito bom coração. Um dia, tendo encontrado um pobre mendingo, deu-lhe, sem hesitar, tudo que tinha. Ele já sabia que quem dá aos pobres empresta a Deus. Vicente amava muito a SS.Virgem. Sua mamãe lhe havia ensinado, quando era ainda pequenino, a falar com Ela de coração a coração, e a se dirigir a Ela em todas as circunstâncias. Como todos os pequenos pastores cristãos, ele costumava construir em sua honra oratórios de ramos de folhagem. Uma ou duas vezes por ano, ia em peregrinação com sua família a Buglose, onde Nossa Senhora era particularmente venerada. Voltava cada vez mais decidido a nada lhe recusar. E mesmo, quanto mais amava a Virgem, mais amava Jesus, e mais se sentia feliz. A época de sua Primeira Comunhão se aproxima. No Catecismo, ele se mostrava tão estudioso e tão fervoroso, que o bom cura aconselhou insistentemente seus pais a enviá-lo à cidade, logo na primeira reabertura das aulas, para fazê-lo continuar os estudos. |