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3 – Que figuras associar à fundação? (1856/1913)

A partir de 1855, os dirigentes da Sociedade são confrontados com as duas maneiras de representar a fundação. Quando Ozanam morreu o presidente era Adolphe Baudon, que ficou no cargo até 1886. Baudon não era um vicentino de primeira hora, mas ainda assim o era “de longa data”. Desde 1839, ocupou diversos cargos de responsabilidade no Conselho Geral, onde teve oportunidade de conhecer pessoalmente Ozanam e Bailly. Em 1880, Baudon e o Conselho optaram por preservar a dupla herança oficial: Deus como fundador e Bailly com o papel mais importante.

3.1 - A fidelidade às tradições

Quando Lacordaire publicou seu texto, o Conselho de Lyon se entusiasmou, enquanto o Conselho Geral não fez nenhum comentário em seu jornal oficial “Bulletin de la Société de Saint-Vincent-de-Paul”. No número de janeiro de 1856 aparece um discurso pronunciado pelo Abade Mermillod, vigário de Genebra, na Assembléia Geral das conferências de Paris, em 08.12.1855, onde ele orienta os vicentinos a não fazerem publicidade de seus fundadores: “deixem os seus nomes guardados pelos anjos para resplandecerem no dia das supremas revelações”.

Três meses mais tarde, em março de 1856, quando já estava estabelecida a polêmica, o Conselho Geral reafirma seu desejo de deixar na obscuridade os inícios da Sociedade, num comunicado: “Surge uma discussão entre vários jornalistas sobre a origem da Sociedade e o nome de seu fundador; o Conselho Geral estranha esta discussão e se aflige por entender que a Sociedade deve manter a humildade que sempre lhe serviu de Regra”. Este comunicado aproveita para reafirmar o que diz o Manual Vicentino e a circular dos vice-presidentes de 1844.