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12/07/1845- Presidente sr.
Gossin
As Conferências não
fazem concorrência a outras obras de caridade.
Resta-nos ainda responder a uma objeção mais de uma vez
formulada. Conferências nascentes acreditam, às vezes, que,
se
empreenderem a visita ao pobre, farão concorrência a associações
anteriormente constituídas para esse fim ou aos departamentos de
beneficência. Puro engano. Quando contemplamos o pequeno benefício
que conseguimos realizar, mesmo nas Conferências mais florescentes,
e o comparamos com as esmolas distribuídas por mãos mais
poderosas e ricas que as nossas, o único pensamento que pode entrar
em nossas almas, sem com isso amargurá-las, é o de nossa
inferioridade. A maior parte das Conferências adota algumas famílias,
duas ou três, por confrade, no máximo, em circunscrição
onde são numerosos os indigentes; que mesquinha, proporção!
Ninguém, portanto, pode imaginar que se pretenda concorrer com
as obras já estabelecidas; aos olhos de todos revela-se nosso propósito
de alcançar as graças inerentes à visita ao pobre
e de cumprir um dever de caridade. Haverá porventura o receio de
que nossas esmolas caibam a quem já é socorrido por outras
instituições. Não; sua insignificância dispensa
o cuidado da acumulação de nossos vales com socorros, mais
abundantes, vindos ou esperados de outrem. Nosso concurso será
sempre pequeno e despercebido: saibamos aumentar-lhe o mérito com
a perfeição em realizá-lo.
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