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Trechos carta sr. Gossin 01/11/1847
Não admitir senão
Confrades verdadeiramente cristãos e visitar regularmente os pobres
em domicilio.
Apesar de todas as garantias
de duração de que goza a Sociedade, há dois perigos
que parecem ameaçar-lhe a existência: o primeiro é
que, em vez de continuar a ser uma Sociedade essencialmente religiosa,
exclusivamente católica, degenere, a ponto de não vir a
ser senão uma grande repartição de beneficência,
aplicada unicamente a distribuir socorros materiais; o segundo é
que a uniformidade de nossas sessões as torne de tal modo monótonas
e aborrecidas que afugentem os confrades.
Para preservar a Sociedade do primeiro destes perigos, há dois
meios infalíveis. O primeiro consiste em não admitir na
Sociedade senão católicos que, longe de limitarem suas homenagens
a verdadeira religião, a um respeito glacial, conformem sua vida
segundo os preceitos de Jesus Cristo e de sua Igreja: consiste o segundo
meio em nos unirmos do íntimo do coração a nossos
pais e mestres na fé(os membros do episcopado e do clero). A este
respeito lembro a circular de 30 de Maio de 1846.
A prática assídua da visita ao pobre, em seu domicílio
é o único meio de evitar o segundo perigo. As Conferências
fiéis à obra fundamental, não conhecem a monotonia
e o tédio; as omissas ou negligentes nesta prática salutar,
pelo contrário, definham e morrem. E por que? Simplesmente porque
é natural que o tédio se apodere de uma reunião,
quando não há incentivo que desperte a atenção
e anime a conversa, ao passo que a exposição freqüente
das necessidades das famílias dos pobres e a pesquisa dos meios
de socorrê-los traz vida, interesse e movimento.
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