| Links |
Trecho da carta de BAILLY
14 DE JULHO 1841
Os Confrades devem ser católicos
praticantes, não indigentes.
Algumas vezes nos perguntaram,
igualmente, se podemos receber membros respeitáveis por seus sentimentos,
embora não sendo cristãos. Respondemos que os membros da
Sociedade deviam:
1o honrar a fé pela prática de uma vida cristã;
2o estar em circunstâncias de socorrer os pobres em qualquer proporção,
por mínima que fosse.
Se não se observasse esta ultima condição, a entrada
nas Conferências seria cobiçada por pessoas que nelas viriam
procurar auxilio em lugar de os trazer. Vê-se que grave alteração
dai poderia advir às reuniões. Quanto à primeira
condição, sem dúvida, não somos os juizes
de nossos irmãos: não temos que entrar em suas consciências;
podemos mesmo abrir, com prudência, as portas de nossas assembléias
a homens que não tem ainda a felicidade de praticar a religião,
e a quem o exemplo de seus irmãos, mais felizes pode ser útil.
Pareceu-nos porém que só quando se tenha chegado à
prática perseverante dos deveres que a fé nos impõe,
pode-se ser inscrito no número dos membros das Conferências.
Além disso, pedimos que, antes da apresentação de
um candidato, aqueles que o apresentarem nunca deixem de conferenciar
com o presidente, mais especialmente encarregado da direção
e da honra da Conferência. A apresentação faz-se então
de comum acordo entre este último e os amigos do candidato, e há
toda a razão para acreditar que se faz porque se deve fazer. Demais,
nada podemos fazer de melhor do que nos reportar, sobre este ponto, às
recomendações gerais que citamos há pouco, deixando
as aplicações, como é justo, à sabedoria e
ao zelo dos presidentes particulares.
Quanto às Conferências novas, é muito importante que
os confrades, que lhes determinarem a existência ou a quem se recorrer
para esclarecimentos sobre a organização das mesmas, façam
bem compreender o espírito todo cristão, todo caridoso,
e apenas caridoso e cristão da Sociedade de São Vicente
de Paulo.
|