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circular 15/08/1844/ sr. Gossin
- trechos
Fins da Sociedade: a prática
pessoal da Caridade e por esse meio a santificação dos confrades.
Esta Sociedade, todos sabem,
não se propõe a dissertar sobre a beneficência, mas
a praticar a caridade, empregando principalmente para este fim a visita
aos pobres em seus domicílios.
Os membros das Conferências têm, alem disso, por fim, fazer
o bem a si próprio:
1o Aprendendo, se assim posso dizer, a história da vida material
neste mundo, isto é, aprendendo como milhares de infelizes, dos
quais alguns já gozaram brilhante posição, vivem,
decaem, sofrem e morrem, sem que com isso o mundo se preocupe;
2o Enfrentando nos próprios corações sentimentos
de compaixão, que Deus ai semeou, mas que precisam ser cultivados
pelas práticas das boas obras, melhorados e alimentados pela religião,
para que lhes seja permitido elevarem-se até a dignidade da caridade
cristã;
3o Procurando conhecerem-se e estimarem-se, apesar dos defeitos de cada
um, afeiçoando-se mutuamente; aproveitando para mais estreitamente
ainda se unirem, nesta espécie de amizade espontânea, para
a qual o próprio céu os convida, fazendo-os filhos da Igreja,
que vai haurir a sua vida na caridade de Jesus Cristo, a suavidade eterna
dos anjos e dos homens, segundo a admirável expressão de
São Vicente de Paulo;
4o Enfim, inspirando-lhes um apego ardente e sincero por sua terra, que
é a feliz pátria de todas as manifestações
de bondade, dedicação e sacrifício, pela França,
onde a aliança dos corações generosos, em prol de
todos os aspectos de sofrimento e misérias, é tão
pronta, fácil e durável pela qual, afirmou Bossuet,
“Deus parece ter sentido em todos os tempos alguma coisa de mais
paternal e mais terno que para com as outras nações”.
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